
Durante a Palavra Livre da sessão desta semana, o vereador Moacir Cova (Podemos) – com um medidor de pressão no pulso esquerdo – reproduziu no microfone um áudio de um munícipe reclamando da coleta de lixo. O episódio gerou discussão entre situação e oposição, com o presidente Neto Beluci (Republicanos) informando ao colega que não seria permitido esse tipo de expediente.
“Não pode usar áudio no plenário, a palavra livre é do vereador, não de terceiros”, alertou. “Mostra no regimento que eu paro”, retrucou Cova. Eduardo Ortiz (MDB) saiu em defesa do colega e disse que o regimento não prevê nenhum tipo de impedimento nesse sentido. Já José Galvão (PL) destacou que, em casos omissos, o presidente é soberano em deliberar.
Cova disse que o presidente estava cerceando a sua palavra em defesa do prefeito Herculano Passos (Republicanos). “As falas não são contra vossa excelência. A responsabilidade é minha. Se fosse elogio ao prefeito, aí poderia”, destacou o parlamentar de oposição. Apesar da argumentação, Neto Beluci determinou o corte do áudio do microfone de Cova, que só foi restabelecido instantes depois.
Ortiz disse que na legislatura passada usou desse artifício, já que a presidência entendia que não havia óbice para a utilização de áudios. Após o retorno do áudio do microfone, Cova repudiou a atitude do presidente do Legislativo e pediu respeito à democracia, dizendo que a Câmara não pode ser um “puxadinho” da Prefeitura.
Já Neto Beluci disse que o colega estava se vitimizando e voltou a frisar que a decisão da presidência é soberana. Mais adiante na sessão, reforçou que o regimento é omisso nessa questão e que deverá levar a questão para a comissão encarregada em modernizar o ordenamento.
Também na Palavra Livre, o vereador Eduardo Alves (PSB) disse que não se referiu a ninguém da Casa de Leis na sessão anterior, quando relatou o caso de um político que estaria ocupando uma vaga na rede pública de saúde para gravar vídeos. Segundo ele, seria um caso ocorrido em São Paulo de uma pessoa “fazendo cena” com equipe médica. Moacir Cova pediu aparte, mas Alves negou, em novo episódio de atrito entre os dois vereadores.
PEÇO A PALAVRA!

“A gente está aqui brigando por leis mais severas. Crime de maus-tratos tem que ser um crime hediondo. Quem pratica maldade contra os animais tem que ficar preso. Nós estamos nos manifestando pelos animais que sofrem todos os dias, não só nas ruas, mas dentro de casa. (…) Itu é uma cidade muito violenta para os animais. Falta educação e conscientização.”
ANA D’ELBOUX (REPUBLICANOS) sobre a manifestação contra os maus-tratos aos animais, realizada após a morte do cão Orelha.

“Eu fui solidária na sessão passada, por tudo que aconteceu. Mas, diante do que eu vi hoje e diante do que nós vimos com o vídeo na CIS, isso está virando um espetáculo. Pressão arterial a gente não tira assim, qualquer enfermeira sabe. Isso aqui está virando show. A gente tem que levar isso muito à sério, e não para as redes sociais.”
PATRÍCIA DA ASPA (PSD) criticando a postura de Moacir Cova, recordando o atrito da sessão passada que ele teve com Eduardo Alves.
“A palavra é livre, mas a gente tem que saber o que fala. Não é porque a palavra é livre, falar o que queremos. Aqui tem que ter respeito, educação e tem que falar o que é verdade. (…) Às vezes aqui no plenário, as pessoas discutem que não têm necessidade. Eu ouvi agora uma discussão de uma coisa que não precisa.”
BALBINA DE PAULA (PP) defendendo melhor diálogo entre os vereadores, aproveitando para defender as ações do governo municipal.
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