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Quaresma traz mensagem de “desarme da linguagem”

Padre Rafael é o novo pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária de Itu (Foto: Moura Nápoli)

A Quaresma é o período de 40 dias que antecede a Páscoa no calendário cristão. Iniciada na Quarta-feira de Cinzas, a data é marcada por oração, jejum e reflexão espiritual. Na tradição da Igreja Católica, o tempo simboliza a preparação para a celebração da ressurreição de Jesus Cristo, incentivando práticas como abstinência, penitência e ações de caridade.

Em sua mensagem para a Quaresma 2026, o Papa Leão XIV convidou os fiéis a viverem esse período como um tempo de conversão profunda, unindo oração, jejum e mudança de atitudes.

O pontífice destacou a importância de “desarmar a linguagem”, propondo não apenas o jejum de alimentos, mas também de palavras que ferem, julgamentos e ofensas. Segundo ele, a preparação para a Páscoa deve ser marcada por reconciliação, caridade e compromisso com a paz.

Sobre a Quaresma, o novo pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, Padre Carlos Rafael Casarin, disse que “o período é um dos períodos mais fortes do calendário litúrgico da Igreja, voltado à preparação para a Semana Santa e a Páscoa”. 

Segundo ele, “a vivência quaresmal se sustenta em três pilares: oração, jejum e esmola, práticas que conduzem à conversão e ao fortalecimento espiritual. A oração – explicou – deve ser entendida como exercício de recolhimento e escuta de Deus, especialmente em meio à rotina agitada.” 

Ele ressaltou a importância do silêncio e citou iniciativas como “o Terço da Madrugada como auxílio para intensificar a vida espiritual neste período.” Sobre a esmola e a caridade, afirmou que são “remédios contra o julgamento, pois levam o fiel a praticar o desapego e respeitar a liberdade do outro. Já o jejum, quando associado à oração e à caridade, deixa de ser apenas privação alimentar e se torna gesto concreto de solidariedade, aproximando o cristão da realidade dos pobres.” A orientação reforça o convite da Igreja para que a Quaresma seja vivida como tempo de reflexão, compaixão e transformação interior.

Quanto às palavras do Papa Leão XIV, padre Rafael afirma que “o papa falou sobre a questão da linguagem, do alcance da comunicação, o quanto ela edifica, mas também pode diminuir e destruir. Então, a palavra dita com prudência, com sabedoria, sem ser ofensiva é o que deve ser levada em consideração.”

Ele lembrou que “hoje há tantos discursos de ódio na internet, e palavras que são ditas, na distância segura da tela, até porque a pessoa não está ali diante do outro para entender a reação do outro e ver a reação que se causa ao outro. Isso pode representar um perigo. Então o papa reforça que precisamos ser prudentes na fala”. 

Finalizando, padre Rafael lembra que o papa Francisco já dizia que “a fofoca é um ato de terrorismo contra o próximo. Então, a palavra pode tanto construir quanto destruir e é preciso sempre tomar muito cuidado”. 

Fica esse ensinamento: a Quaresma é tempo de oração, jejum e caridade, fortificando a alma e a vida para os cristãos. Assim a Páscoa será verdadeiramente feliz. 

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