
No início, para se fazer ligações nos orelhões – que tiveram seu fim anunciado nesta semana – era preciso a compra de fichas. Mais tarde houve uma “modernização” e as fichas foram substituídas por cartões.
Após o uso do cartão, que poderia fazer várias ligações, ele não tinha mais serventia e as pessoas os descartavam. Foi assim, que muitas pessoas adquiriram o gosto de colecionar tais cartões. Em Itu, Fernando de Souza foi um deles.
“Os cartões usados em São Paulo eram diferentes dos do Rio e de Minas Gerais e assim por diante. Então era legal as trocas. Havia também cartões internacionais vindos da Alemanha e outros países. Havia muitos colecionadores em todo o Brasil”, disse.
Ele lembra que sua coleção é muito grande. “Não tenho o número exato, mas já passou de 18 mil. Mas agora a coleção foi perdendo o interesse e o valor”. Fernando calcula que no auge da “febre” dos colecionadores, o que tinha “poderia valer um carro, na época”.
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