
One Battle After Another, Ação/Comédia, 2025 | Direção: Paul Thomas Anderson | Classificação indicativa: 16 anos | Duração: 2h42 | Disponível no HBO Max
NOTA: ✪✪✪✪✪
A seguir, o texto que escrevi sobre o maior vencedor do Oscar 2026, com seis estatuetas (incluindo Melhor Filme), na época de seu lançamento nos cinemas:
Tenho cada vez mais ido ao cinema sem saber nada sobre o filme que irei conferir. Isso ajuda muito a controlar a expectativa. Das duas, uma: ou você acha ruim e vida que segue, pois não esperava muito mesmo, ou se surpreende positivamente. Foi o que ocorreu em “Uma Batalha Após a Outra”. Só sabia que era protagonizado por Leonardo DiCaprio e dirigido por Paul Thomas Anderson – de quem vi poucos filmes, mas adorei o seu mais recente, “Licorice Pizza” (2021).
No filme, DiCaprio dá vida a Bob Ferguson, um ex-revolucionário que deixa a aposentadoria para encarar a missão mais decisiva de sua trajetória: resgatar a própria filha. Depois de uma juventude marcada pela militância em um grupo de guerrilha, ele agora carrega o peso de uma existência frustrada, mergulhada em arrependimentos e perdas. O passado, no entanto, retorna de forma brutal quando o mais implacável de seus inimigos – desaparecido há 16 anos – ressurge e sequestra a jovem.
O filme começa com um ritmo frenético, e mal dá para saber sobre o que será a história. O roteiro assinado por PTA dá outro rumo à trama de “Vineland”, livro de Thomas Pynchon que o inspirou. No longa-metragem, se torna uma crítica atual e política, em que o racismo, a xenofobia e as elites são alvos da artilharia pesada vinda dos diálogos bem escritos e sarcásticos.
DiCaprio interpreta um herói improvável, um tipo estranho em que ele pode explorar o melhor de sua atuação. E no quesito interpretação, “Uma Batalha Após a Outra” tem seus trunfos: atores e atrizes consagrados como Sean Penn e Benicio Del Toro, da geração atual como Teyana Taylor e a novata Chase Infiniti estão muito bem, entregando um nível de atuação digna de Oscar.
Falando em Oscar, esse é um filme que certamente irá figurar nas principais categorias da maior premiação do cinema mundial. Para mim, já é o melhor lançamento do ano e um dos melhores dos últimos tempos. Paul Thomas Anderson soube colocar uma crítica pertinente aos rumos dos EUA, que caminham para um futuro sombrio repleto de ódio e intolerância, sem deixar o entretenimento de lado, entregando um filme de ação repleto de bom humor. Vale a pena conferir.
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