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Brasil tenta reencontrar o caminho das glórias

Seleção Brasileira no desembarque no Aeroporto de Newark, em Nova Jersey, para a Copa do Mundo (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Único país a participar de todas as edições da Copa do Mundo FIFA de futebol masculino, o Brasil chega à 23ª edição do Mundial carregando tradição e o peso de um longo jejum.

Recordista de títulos na competição, a Seleção Brasileira quer, nos Estados Unidos, encerrar um incômodo jejum de 24 anos sem erguer a taça. Curiosamente, o mesmo hiato iniciado no tri em 1970 e encerrado em 1994, com o tetra, também em Mundial realizado em solo estadunidense. 

Após um ciclo de preparação marcado por mudanças, testes e renovação de elenco, o Brasil desembarca na Copa do Mundo apostando na combinação entre jogadores experientes e uma nova geração de atletas que vem se destacando nos principais campeonatos do mundo. O objetivo é claro: encerrar o jejum iniciado após a conquista do pentacampeonato, em 2002, e trazer para casa o tão aguardado hexacampeonato.

A convocação final de 26 jogadores trouxe impactos significativos. O principal destaque foi o retorno de Neymar Jr. aos 34 anos, convocado pela primeira vez por Carlo Ancelotti após mais de dois anos longe da equipe por conta de uma grave lesão de ligamento. Por outro lado, o grupo perdeu peças cruciais de seu esquema ofensivo e defensivo: Rodrygo, Estêvão e Éder Militão sofreram lesões graves e ficaram de fora do Mundial

A lista final, focada em atletas experientes e com passagens por ligas europeias e brasileiras, conta com destaques como Alisson, Ederson, Marquinhos, Casemiro, Vinícius Júnior e Neymar. A defesa foi reforçada pelo volante Éderson após o corte do lateral Wesley (que se lesionou durante amistoso contra o Egito), enquanto o ataque busca alternativas para cobrir as ausências de Rodrygo e Estêvão.

Devido à campanha irregular nas eliminatórias e aos desfalques, o Brasil é tratado com cautela, aparecendo em 6º lugar no favoritismo segundo Opta Analyst, com cerca de 6,2% de chance de título. Apesar disso, a comissão técnica aposta na força do elenco e na experiência de Ancelotti para buscar o título.

O futebol mundial vive um momento de grande equilíbrio técnico, com seleções tradicionais e emergentes investindo cada vez mais em estrutura, tecnologia e formação de atletas. França, Espanha, Argentina, Portugal e Inglaterra aparecem entre os favoritos ao título e prometem elevar o nível da disputa.

Outro desafio para o Brasil será lidar com a pressão. A camisa amarela continua sendo uma das mais respeitadas do planeta, mas também carrega o peso da responsabilidade de representar uma nação apaixonada por futebol. A cobrança por resultados acompanha a seleção em todas as competições, especialmente em uma Copa do Mundo.

Durante a preparação para a Copa, o Brasil goleou o Panamá por 6×2, no Maracanã, e já nos Estados Unidos, bateu o Egito por 2×1, no último sábado (06), em Cleveland. Agora, o próximo desafio será na Copa do Mundo: sábado (13), às 19h (horário de Brasília), contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova York, pelo Grupo C.

Ederson já treina com a Seleção nos EUA

Embora com seu nome na primeira lista de convocados por Ancelotti, aquela dos 55 nomes, o volante Éderson já estava conformado em assistir a Copa pela televisão. Sua chamada para substituir Wesley foi uma grande surpresa.

Perto de trocar a Atalanta (ITA) pelo Manchester United (ING), o volante já chegou em Nova Jersey, se apresentou a Carlo Ancelotti e está em ritmo de treinamentos. O treinador, que disse em coletiva que já tem o time titular na cabeça, não deixou escapar se Éderson começará como titular ou chegou para compor o grupo.

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