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Autônomos e freelancers: como se organizar para não ter surpresa com o Imposto de Renda 2026

Com a proximidade do prazo do Imposto de Renda 2026, autônomos, freelancers e microempreendedores individuais (MEIs) precisam redobrar a organização para evitar problemas com a malha fina. Diferentemente dos trabalhadores com carteira assinada, esses profissionais são responsáveis pelo recolhimento do próprio imposto ao longo do ano.

De acordo com o professor de ciências contábeis do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp) Fabio Fernandes, o principal ponto de atenção para quem recebe como pessoa jurídica é o Carnê-Leão. “Imagine que o Imposto de Renda é uma conta que você paga no final do ano. Para o assalariado, o patrão já vai descontando um pedaço todo mês. Para o autônomo e freelancer, não tem patrão. Quem tem que separar e pagar esse pedaço mensalmente é ele mesmo. É para isso que serve o Carnê-Leão”, explica.

O recolhimento é obrigatório para quem recebe acima de R$ 1.903,98 por mês de pessoa jurídica. Nesse caso, todo o rendimento deve ser declarado no CPF, com pagamento mensal via DARF até o último dia útil do mês seguinte. Deixar para acertar tudo apenas na declaração anual pode gerar multa e juros.

Para quem atua como pessoa física, despesas indispensáveis e exclusivas da atividade profissional podem ser deduzidas, desde que estejam em nome do contribuinte e com CPF. Aluguel de consultório, internet utilizada no trabalho, materiais e até cursos de atualização na área podem reduzir a base de cálculo do imposto.

Já para o MEI, as despesas não reduzem o imposto da empresa — que é fixo —, porém podem influenciar a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Na prática, ao lançar despesas do MEI no IRPF, é possível reduzir a base de cálculo do imposto, uma vez que os gastos comprovados diminuem o lucro considerado como pró-labore.

Assim, todas as pessoas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 devem declarar e, se houver imposto devido, realizar o pagamento. O valor a ser recolhido varia conforme o ramo de atividade e os lucros obtidos no período.

Ainda assim, é fundamental manter as despesas organizadas e devidamente comprovadas, pois isso demonstra que o faturamento foi utilizado nas atividades do negócio, além de ajudar a resguardar o contribuinte em eventuais cruzamentos de dados da Receita Federal.

Já para o MEI, as despesas não reduzem o imposto da empresa — que é fixo —, porém podem influenciar a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Na prática, ao lançar despesas do MEI no IRPF, é possível reduzir a base de cálculo do imposto, uma vez que os gastos comprovados diminuem o lucro considerado como pró-labore. 

Assim, todas as pessoas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 devem declarar e, se houver imposto devido, realizar o pagamento. O valor a ser recolhido varia conforme o ramo de atividade e os lucros obtidos no período. 

Ainda assim, é fundamental manter as despesas organizadas e devidamente comprovadas, pois isso demonstra que o faturamento foi utilizado nas atividades do negócio, além de ajudar a resguardar o contribuinte em eventuais cruzamentos de dados da Receita Federal.

Para evitar problemas, o especialista recomenda manter três frentes organizadas: comprovantes de rendimentos, notas fiscais das despesas profissionais — como aluguel, internet e equipamentos — e documentos de gastos dedutíveis, como saúde e educação. Misturar dinheiro da empresa com o da pessoa física é um dos erros mais comuns. No caso do MEI, retirar todo o faturamento como rendimento isento sem comprovação também pode gerar questionamentos.

Uma estratégia recomendada é separar imediatamente parte da receita para o imposto. A orientação é reservar entre 20% e 27,5% do valor recebido para evitar impacto no orçamento.

Quem está com pendências ainda pode se regularizar pelo portal e-CAC da Receita Federal, gerando guias em atraso ou retificando declarações. Em casos mais complexos, o ideal é buscar auxílio de um contador. “Com o cruzamento digital cada vez mais rápido, quanto antes o contribuinte regularizar a situação, menores serão os juros e o risco de cair na malha fina”, conclui o docente.

Além das orientações, o Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp) inicia, a partir de 16 de março, o Plantão Fiscal, serviço gratuito de apoio à comunidade para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda 2026.

Os atendimentos serão realizados até 28 de maio, nas cidades de Salto e Itu, das 17h às 18h45, por alunos do curso de Ciências Contábeis, com supervisão dos professores e apoio técnico do Núcleo de Apoio Fiscal (NAF), em parceria com a Receita Federal. O serviço é destinado a contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis de até R$ 50 mil em 2025 e aposentados. O agendamento deve ser feito pelo e-mail irpf@ceunsp.edu.br.

Quem está com pendências ainda pode se regularizar pelo portal e-CAC da Receita Federal, gerando guias em atraso ou retificando declarações anteriores. Em casos mais complexos, o ideal é buscar auxílio de um contador. “Com o cruzamento digital cada vez mais rápido, quanto antes o contribuinte regularizar a situação, menores serão os juros e o risco de cair na malha fina”, conclui.

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