
No último dia 16 de janeiro, o Estado de São Paulo confirmou a primeira morte de dengue em 2026. Segundo a Secretaria de Saúde, o caso é do município de Nova Guataporanga, a cerca de 680 km da capital.
Ainda de acordo com a pasta, a data pertence à Semana Epidemiológica 53 do ano de 2025, que se refere ao período de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro deste ano.
Já a cidade de Itu, de acordo com a Prefeitura, entre 1º de janeiro até o dia 21 de janeiro, registrou 13 casos de dengue. Segundo o boletim epidemiológico de arboviroses, até a tarde de sexta-feira (23), seguem 13 os casos de dengue confirmados e um óbito em investigação.
Ao Periscópio o secretário municipal de Saúde, Tiago Texera, comenta que o Poder Público tem trabalhado de forma contínua para combater a dengue em Itu, com estratégias específicas tanto para o controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, quanto para a análise do cenário epidemiológico na cidade e a estruturação da rede básica e de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde para o atendimento de casos suspeitos e confirmados.
Texera acrescenta que a colaboração da população é imprescindível para o combate à dengue. “Cada um de nós precisa reservar dez minutos por semana para vistoriar nossas casas em busca de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. O mosquito que mata, não pode nascer. Então, a vigilância por parte de cada pessoa é fundamental nesse enfrentamento”, destaca.
Vacinação
Em Itu, de acordo com a Prefeitura, desde o início da vacinação contra a dengue, em maio de 2024, até a última quarta-feira (21), foram aplicadas 2.271 (1ª dose) e 1.859 (2ª dose) do imunizante. A vacina de origem japonesa de duas doses é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, e está disponível agora em todos os municípios.
Já a vacina Butantan-DV, ainda não disponível em Itu, será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos e, com a chegada de novas doses, também em profissionais da Atenção Primária do SUS a partir de fevereiro.
A estratégia nacional prevê ampliação gradual conforme a produção, que pode aumentar até 30 vezes, começando pelos mais velhos. A Butantan-DV apresenta eficácia global de 74%, reduz em 91% os casos graves e garante 100% de proteção contra hospitalização.
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