
A CIS (Companhia Ituana de Saneamento) descartou a implantação de racionamento de água em Itu neste momento. Segundo a autarquia, as principais bacias estão com 100% de sua capacidade de fornecimento de água para a cidade. O tema voltou a ser assunto recentemente, após um vídeo causar questionamentos.
No dia 28 de dezembro, o superintendente da CIS, Gilmar Souza Santos, divulgou um vídeo nas redes sociais pedindo a colaboração da população quanto ao consumo de água, no fim do ano. Na gravação, ele afirmou que o consumo de água sobe 60% nessa época do ano e pediu para que os ituanos fizessem “a sua parte”.
Nas redes sociais do Periscópio, o vídeo repercutiu com munícipes de diferentes pontos da cidade reclamando da falta de água nas torneiras de suas residências e/ou apontado vazamentos em diversas vias da cidade.
Moradora do Jardim Eridano, Lilian Pacheco diz que a falta de água no bairro é constante. “Não importa quem é o prefeito ou o superintendente. Desde a criação da CIS o bairro sofre com a falta de água, apesar deles negarem. Eu não reclamo muito como antes, pois reformamos aqui e coloquei mais caixas para suprir o consumo da minha família”, diz.
“Ver o vídeo dele [Gilmar Souza Santos pedindo pra economizar] é revoltante, sabemos que tem que economizar e por passar por essas situações sabemos economizar, mas dizer que a economia precisa ser feita pois o consumo aumenta com o calor é desculpa. Com chuva ou Sol a falta da água persiste”, acrescenta Lilian.
O que diz a CIS
Há respeito dos relatos, o Periscópio esteve em contato com a CIS e aproveitou para questionar a situação hídrica atual da cidade. Por meio de nota, a autarquia esclarece a sua área técnica responsável pelo monitoramento da situação do abastecimento do município realiza avaliações semanais, junto às fontes de captação e até a tarde da última segunda-feira (05), as bacias do Pirajibu, São Miguel, Varejão, Mombaça, Gomes, São José, Braiaiá, Taquaral e do Itaim estão com 100% de sua capacidade de fornecimento de água para a cidade.
Sobre o alto consumo de água na cidade, nas festas de fim de ano, a CIS diz que o consumo estimado entre a segunda quinzena de dezembro de 2025 e os primeiros dias de 2026 segue uma proporção semelhante ao verificado em outros pontos de interesse do Estado, como a região metropolitana de São Paulo, chegando à 60% a mais, devido ao forte calor e aumento da ‘população flutuante’ observado em Itu.
Segundo a autarquia, em números ainda em fase de contabilização pela Secretaria Municipal de Turismo de Itu, quase meio milhão de pessoas circularam ou permaneceram por determinado momento no município nas últimas semanas do ano passado, “o que representa óbvios desafios para o abastecimento de água no período”.
“O alerta feito pela Superintendência nos últimos dias de 2025, e tema de diferentes mensagens institucionais da própria CIS, reforçam a orientação social para o uso consciente da água, evitando que a sobrecarga do sistema de distribuição não resulte em desabastecimento pontual ou temporário. Trata-se de uma mensagem ainda válida e permanente para todo o ano de 2026”, prossegue a nota.
Segundo a CIS, ações adotadas em 2025, como o Plano de Enfrentamento à Estiagem, garantiram a continuidade dos serviços, sem pausas sistêmicas, racionamento, rodízio ou qualquer medida de impacto social relacionado ao abastecimento de Itu.
“Todas as intermitências ou interrupções observadas até então são resultado de pontuais ocorrências para manutenção ou melhorias do sistema de distribuição, sendo aproximadamente 4 mil serviços de reparo de vazamentos no último exercício, decorrentes de uma rede de distribuição antiga e que há muito requer atualizações severas, o que será feito nesta gestão”, acrescenta.
A autarquia reforça que toda interrupção ou intermitência relatada pelos leitores e clientes da CIS em diferentes partes de Itu estão relacionadas à intercorrências, rompimentos, manutenções ou situações pontuais e passageiras.
A CIS esclarece ainda que, somente entre os dias 23 e 31 de dezembro, foram quase dez intercorrências que exigiram atenção da autarquia, dentro de um trabalho que abrangeu mais de 4 mil manutenções realizadas em todo o ano de 2025.
“A adoção de rodízio, racionamento ou medidas mais drásticas não está no panorama de trabalho da companhia neste momento, diante dos esforços que vem desenvolvendo para garantir a normalidade da operação de todo o sistema”, encerra em nota.
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